A NR-1 amplia a prevenção em saúde mental ao incluir os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no gerenciamento de riscos ocupacionais.
O Setembro Amarelo coloca a saúde mental em evidência e mobiliza empresas em torno de campanhas, palestras e ações de conscientização. Em 2026, essa discussão ganha uma dimensão ainda mais relevante para a Segurança e Saúde no Trabalho.
Desde 26 de maio, a nova redação da NR-1 explicita a inclusão dos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Com isso, aspectos da organização do trabalho capazes de afetar a saúde dos trabalhadores precisam ser considerados dentro do processo de gestão dos riscos ocupacionais.
A mudança reforça uma distinção importante: promover saúde mental também envolve conscientização, mas gerenciar os riscos relacionados ao trabalho exige uma atuação técnica e contínua.
O que muda na gestão da saúde mental no trabalho?
A abordagem da NR-1 está voltada aos fatores de risco relacionados ao trabalho, e não à avaliação da saúde mental individual de cada trabalhador.
Sobrecarga de trabalho, excesso de demandas, falta de suporte, assédio e outras características da organização e da gestão do trabalho podem representar fatores de risco psicossociais e precisam ser analisados considerando a realidade de cada organização. O Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1, publicado pelo MTE em 2026, detalha essa abordagem dentro do GRO.
Isso amplia a responsabilidade preventiva das empresas: é necessário olhar para como o trabalho acontece, identificar os fatores presentes e estabelecer medidas compatíveis com os riscos encontrados.
Setembro Amarelo: conscientização continua sendo importante
A nova abordagem não reduz a importância das iniciativas realizadas durante o Setembro Amarelo.
Palestras, campanhas internas e ações educativas podem ampliar o acesso à informação, estimular o diálogo e contribuir para uma cultura organizacional mais atenta à saúde mental. O próprio MTE utiliza palestras, seminários e outras iniciativas educativas na CANPAT como instrumentos para fortalecer a cultura de prevenção.
O ponto de atenção está em não confundir conscientização com gerenciamento de riscos.
Uma palestra sobre saúde mental, isoladamente, não substitui o processo de identificação dos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho, avaliação dos riscos e definição das medidas de prevenção previstas na gestão de SST.
Da campanha à gestão contínua
Esse é um dos principais avanços para as empresas.
A Fundacentro reforça que a prevenção precisa ultrapassar ações isoladas e fazer parte da rotina das organizações. Dependendo dos fatores identificados, isso pode exigir intervenções sobre jornadas, metas, pausas, autonomia, participação dos trabalhadores e outros aspectos da organização do trabalho.
Portanto, o Setembro Amarelo pode ser um ponto importante de mobilização, mas a prevenção não termina em setembro. A gestão precisa acompanhar continuamente as condições reais de trabalho e utilizar as informações obtidas para orientar medidas preventivas.
Saúde mental passa a integrar a estratégia de prevenção
A própria agenda institucional de SST demonstra a relevância dessa mudança. A CANPAT 2026 tem como foco a Prevenção dos Riscos Psicossociais no Trabalho, combinando ações de sensibilização com uma abordagem sistêmica de gestão da Segurança e Saúde no Trabalho.
Para as empresas, isso significa avançar em duas frentes complementares: fortalecer a conscientização sobre saúde mental e estruturar tecnicamente a prevenção dos fatores de risco relacionados ao trabalho.
Como a Preseg pode apoiar sua empresa
A Preseg apoia empresas na avaliação dos fatores de risco relacionados ao trabalho, na revisão do PGR e na adequação da gestão às exigências da NR-1.
Transforme a conscientização do Setembro Amarelo em uma estratégia contínua de prevenção.




