Descubra a diferença entre AEP e AET, os números dos afastamentos ergonômicos no Brasil e como colocar sua empresa em dia com a NR-17.
O que é ergonomia e por que ela importa tanto
Ergonomia é a ciência que adapta o trabalho ao ser humano, e não o contrário. Ela pensa em como o ambiente, os móveis, os equipamentos e a forma como as tarefas são organizadas afetam o corpo e a mente de quem trabalha.
No Brasil, esse cuidado é regulamentado pela NR-17. A norma define parâmetros para tudo que envolve o dia a dia do trabalhador, do levantamento de peso até a altura da cadeira, passando pela organização da jornada e pela carga mental do trabalho.
O problema é que a ergonomia costuma ser deixada de lado. Riscos físicos e químicos chamam mais atenção por serem visíveis. Já o risco ergonômico age devagar, ao longo de meses e anos, até que o dano já esteja instalado: tendinite crônica, hérnia de disco, síndrome do túnel do carpo, lombalgia incapacitante, estresse, ansiedade e esgotamento, o chamado burnout.
Por trás de cada afastamento, um custo que cresce
Em 2025, o Brasil registrou mais de 4,12 milhões de licenças médicas por doenças ocupacionais, um número 15% maior que em 2024 e o mais alto desde 2021. Dentro desse total, as doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho, as famosas LER/DORT, responderam por 42% dos casos, afastando 623 mil trabalhadores pelo INSS.
A dor lombar foi a queixa mais comum, com 237.113 benefícios concedidos, 15% a mais que no ano anterior. Indústria, serviços, tecnologia e teleatendimento concentram os maiores índices, puxados por movimento repetitivo, postura parada por muito tempo e sobrecarga no ritmo de trabalho.
Do outro lado da moeda está o retorno de investir em ergonomia. Programas bem aplicados reduzem em até 60% os afastamentos por doenças osteomusculares, diminuem a rotatividade em até 25% e aumentam a produtividade em até 20%. Cada real investido volta, em média, entre R$ 3 e R$ 6 em produtividade e economia.
AEP e AET: qual é a diferença
Essa é a dúvida que mais chega até a Preseg. Os dois instrumentos existem dentro da NR-17, mas cumprem papéis diferentes.
A AEP, avaliação ergonômica preliminar, é a primeira etapa. Funciona como uma triagem: um profissional de segurança do trabalho percorre os postos de trabalho, observa as atividades, aplica checklists e conversa com os trabalhadores. No final, cada posto é classificado como risco aceitável, risco moderado ou risco significativo. A AEP é obrigatória para toda empresa, independente do tamanho ou do grau de risco.
Já a AET, análise ergonômica do trabalho, é a etapa aprofundada. Ela entra em ação quando a AEP identifica um risco relevante, ou quando existe queixa frequente de trabalhador, afastamento recorrente, ação do INSS ou determinação da fiscalização. A AET usa filmagem, medição biomecânica, entrevistas estruturadas e ferramentas técnicas reconhecidas, como RULA, REBA, OWAS e a equação de NIOSH.
Na prática, a AEP responde “existe risco aqui?” e a AET responde “qual é a extensão desse risco e o que fazer para corrigir?”.
Os três domínios da ergonomia segundo a NR-17
A NR-17 não fala só de cadeira e mesa. Ela organiza a ergonomia em três frentes:
A ergonomia física trata do corpo, postura, mobiliário e manuseio de carga. É o aspecto mais conhecido e o mais fácil de perceber no dia a dia.
A ergonomia cognitiva trata da mente, atenção, memória, tomada de decisão e carga mental. Trabalhadores de teleatendimento, controle e programação podem sofrer fadiga mental e erros operacionais mesmo com o mobiliário perfeito.
A ergonomia organizacional é a mais esquecida pelas empresas, mas onde mora boa parte do adoecimento. Ela trata de pausa, ritmo, alternância de tarefas e forma de avaliar desempenho. Uma empresa pode ter o melhor móvel do mercado, mas se impuser meta inatingível e proibir pausa, está descumprindo a NR-17 mesmo assim.
O que acontece quando a empresa ignora a ergonomia
A ausência de AEP, a falta de AET quando ela é obrigatória e o descumprimento dos parâmetros da NR-17 deixam a empresa exposta a autuação, ação trabalhista e até ação regressiva do INSS. Além do risco jurídico, existe o custo direto: cada afastamento custa, em média, entre R$ 80 mil e R$ 120 mil para a empresa.
Cuidar da ergonomia é proteger quem trabalha e, ao mesmo tempo, proteger a operação de um custo que cresce a cada ano que o problema é ignorado.
Como a Preseg conduz esse processo
A metodologia da Preseg segue três etapas. Primeiro, a AEP mapeia todos os postos de trabalho e classifica o nível de risco. Depois, quando necessário, a AET investiga a fundo os postos críticos, com laudo técnico completo e cronograma de melhorias. Por fim, tudo é integrado: o risco ergonômico entra no Inventário de Riscos do PGR, e a gestão das ações preventivas é compartilhada entre os dois programas, desde o Plano de Ação do PGR até o monitoramento da saúde e o controle médico definido no PCMSO.
A Preseg conduz AEP e AET com metodologia própria, integração completa com PGR e PCMSO, e uma equipe capacitada nas principais ferramentas de avaliação ergonômica do mercado. Fale com a nossa equipe e descubra como colocar sua empresa em dia com a NR-17.




